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By: Kika Novaes

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Wednesday, 2-Sep-2009 15:48 Email | Share | | Bookmark

 
Sabe aquele medo que eu tinha, de querer te matar?
Ele voltou.


Tuesday, 25-Aug-2009 17:21 Email | Share | | Bookmark

 
Quando você se aproxima, eu sinto cheiro de fazenda em dia de chuva, praia bem cedo... eu sinto cheiro de macarronada e pipoca de microondas. Eu sinto gosto de sal, suor e saliva. Eu sinto minhas pernas tremerem, meu coração acelerar as batidas e, algumas vezes, meus olhos encherem-se de água. Eu ouço seus passos em ritmo de música alegre e a sua respiração ritmada. Eu vejo seus olhos e reconheço minha casa. Eu sinto vontade de dizer: “por favor, amor, fica pra sempre”. Sempre. Que você se aproxima.



Monday, 10-Aug-2009 19:23 Email | Share | | Bookmark

 
Quer saber? Seria muito fácil seguir em frente e esquecer. É! Esquecer, passar por cima, superar. Mas não. Eu quero cada segundo da minha angústia intransparente, cada momento de furação aprisionado em garrafa de plástico, cada momento de silenciosa tempestade em copo d’água. Porque eu não sei escrever, mas eu escrevo. Não me foi dada uma opção. Eu não sei viver, mas eu vivo. Ninguém aparece na minha frente pela manhã e pergunta se eu quero acordar. Eu simplesmente acordo. E não são raras as vezes que eu preferiria estar em sono profundo. A quilômetros de tudo isso.


Thursday, 23-Jul-2009 18:53 Email | Share | | Bookmark

 
Não aprendi a me calar na hora certa. Assim como quem não aprende a assobiar. Faço silêncio em todas as arestas inconvenientes do dia. Só sei suportar silêncio se não tiver que sustentar um diálogo em cima dele. Se não estiver compartilhando esse negócio de existir com mais ninguém. E, mesmo assim, se já tiver escutado todas as músicas que tenho aqui.
Quando o silêncio se torna incômodo, e não se sabe o que dizer, acendem-se cigarros.
O silêncio costuma ser uma forma de testar a audácia das pessoas, o instinto de preservação em relação a seus próprios mistérios. A coragem de manter uma situação teoricamente inviável. Porque quando não se diz nada, é como se se dissesse qualquer coisa. E qualquer coisa (a gente sabe) nunca é suficiente.


Monday, 20-Jul-2009 20:32 Email | Share | | Bookmark

 
Eu sou como uma criança, que mesmo sabendo da possibilidade do corte, lambe a faca cheia de restos de bolo e recheio.


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