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By: Kika Novaes

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Monday, 20-Jul-2009 20:32 Email | Share | | Bookmark

 
Eu sou como uma criança, que mesmo sabendo da possibilidade do corte, lambe a faca cheia de restos de bolo e recheio.


Wednesday, 15-Jul-2009 17:54 Email | Share | | Bookmark

 
“Faz chover pra mim, faz? Uma chuva torrencial que lave meus erros, os erros estúpidos, as escolhas erradas, os sonhos impossíveis, meus pés descalços, minhas lágrimas incessantes, meu sono inquieto, meu medo da vida e a saudade que sinto de mim mesma...?“
Ele balançou a cabeça para um lado e para o outro.



Thursday, 9-Jul-2009 20:57 Email | Share | | Bookmark

 
Sentia falta do jeito como a mão se afundava por detrás do pescoço, trazendo um rosto para perto do outro; os beijos que não terminavam nem quando acabavam; ficavam sempre interrompidos, atropelados por um assunto que era sempre o mesmo, que não se esgotava nem depois do silêncio oportuno que ficava no carro quando o rádio era desligado. Engraçado como sempre fica alguma coisa por dizer para as pessoas de quem se gosta. Mesmo que seja alguma coisa ruim. “Um dia eu vou te levar para uma ilha e a gente nunca mais vai voltar”.
Carregou nas costas tudo o que não dava para explicar, mas que era tão, mas tão triste. O ar se tornou irrespirável, o toque repulsivo. Lembrava que o mundo era aquilo mesmo: cheio de bandidos.
A forma como cabia no abraço inteiro. As artérias pulsavam tanto que doía, mas uma dor boa. Esticava os dedos para fazer cafuné e ganhar beijos difusos, profusos, confusos. Será que desejo virou planta que tinha que ser regada todo dia? Não tinha nada escrito no pacotinho onde vieram as sementes. Talvez tenha se convencido repetindo as mesmas frases vazias.
Deixou uma mensagem que na verdade queria dizer: “cuida de mim!”. Mas, não, quanta complicação! Ao invés disso, falou: “minha flor morreu de sede; me esqueci dela lá, na varanda, que nunca mais deu tempo, vontade de olhar. Mas, sabe, eu guardei comigo o teu coração."
Pode ser, afinal, que quisesse dizer muito mais, assim, complicado.



Tuesday, 7-Jul-2009 19:39 Email | Share | | Bookmark

 
E quando tudo parecia novamente se encaminhar para o silêncio, a roda-viva que nos arrasta sem percebermos transformou a iminência de um revés em eminente reviver, com o perdão da sentença fácil. Eis-nos novamente respirando, eis as palavras que fugiram, que poderiam (agora, claro) ser quaisquer, mas tinham que ser essas antes de qualquer outra. Eis-me dançando sozinha no escuro, sem ter quem me olhe, de olhos fechados, selvagem em meus pedaços soltos, construindo suave outros corpos dentro e fora de mim.



Sunday, 28-Jun-2009 03:47 Email | Share | | Bookmark

 
Quem encontrar o amor, mate-o... escarneça-o... e corra... corra muito... ou morra por ele.


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